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Politec adquire scanner corporal digital para localização de projéteis e outras lesões em vítimas

As imagens registradas no aparelho são incluídas no laudo pericial e podem auxiliar o perito médico legista no direcionamento da necrópsia

28/10/2021 08h40
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Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso
- Foto por: Tita Mara Teixeira / Politec-MT
- Foto por: Tita Mara Teixeira / Politec-MT

A Diretoria Metropolitana de Medicina Legal conta com um sistema de raios-x digital específico para análise forense durante o processo de necrópsia, denominado Flatscan. O equipamento foi adquirido pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e está em operação desde julho deste ano.

Ele diminui o tempo resposta do Instituto Médico Legal (IML) na liberação de corpos de vítimas mortas em decorrência de ferimentos causados por armas de fogo, lesões internas, traumatismos em acidentes de trânsito e quedas de alturas elevadas, assim como corpos em estado de putrefação, semiesqueletizados e vítimas de fraturas. As imagens registradas no aparelho são incluídas no laudo pericial e podem auxiliar o perito médico legista no direcionamento da necrópsia e localização das lesões nos corpos.

Anteriormente, a Diretoria contava com o emprego de equipamentos de raios-x convencionais para a realização dos exames de imagem de necrópsia, que além de serem demorados, as imagens emitidas possuíam baixa resolução e limitações.

Com a aquisição de um equipamento para a realização de diagnóstico por imagem, esta é gerada em poucos segundos, com alta resolução e padrão médico. Permite a realização de imagens de frente para trás e lateral sem qualquer movimento do corpo, o que possibilita uma análise detalhada da causa morte sem a necessidade de procedimentos invasivos.

A utilização do scanner também facilita a identificação das lesões e a trajetória dos projéteis de arma de fogo no corpo, entre outras informações importantes para a confecção do laudo, visto que, o processo de localização e retirada do projétil de um corpo, em situações habituais, pode levar de três a quatro horas, ampliando a produtividade.

O scanner digital dispensa o uso de equipamentos de proteção individuais radiológicos para que possa ser operado, e em relação à praticidade de manipulação do corpo pela esteira rolante que possui balança integrada. Ele atende, ainda, a eventos e situações emergenciais e de alta complexidade, que exigem uma resposta rápida do Estado.

    Para o técnico em necropsia Valter Ferrari o equipamento representa um avanço e mais precisão para a Medicina Legal. “O flat scan vem para atender uma necessidade do auxílio da perícia médico legal tanto na área de necrópsia quanto na antropologia. Ele oferece maior segurança para os operadores do equipamento, fornece uma qualidade muito superior do raio-x tradicional que era usado com outro equipamento já obsoleto, vem somar com a perícia médico-legal, trazendo um respaldo muito grande nos exames de radiologia em cada necropsia, com muito mais precisão. O avanço nessa área foi muito importante”, disse.

    Antes de operarem o equipamento, servidores do IML passaram por treinamento junto à empresa fabricante. A diretoria da Politec optou por instalar o equipamento em uma sala separada, que foi reformada e adaptada para facilitar o manuseio dos corpos, com mais espaço e infra-estrutura para o equipamento.

     

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